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Peter Stanton

 

 

 

Nossa História

 

No início do ano de 1987 começou a funcionar a “Escolinha Pingo de Gente” situada à Rua Professor José Henrique, nº 333 em Messejana, abrindo vagas do maternal à Alfabetização. No seu primeiro ano haviam 40 crianças matriculadas. O que pode parecer pouco, naquele contexto encheu as suas idealizadoras de orgulho e esperança, por ver o sonho tomando-se realidade.

Essa história, no entanto, começa bem antes.  E para entendê-la bem é preciso resgatar do fundo do baú a trajetória de uma família numerosa.  Maria Augusta e Hugo Tavares tiveram 17 filhos. Tendo três deles partido precocemente, o passado recente da família foi marcado pela trajetória de 14 filhos: Sete homens e sete mulheres. E para entender a origem da Escola, são dessas mulheres que devemos falar. Das sete, três demonstraram vocação para a docência, são elas: Liduina; Germana e Helena, sendo que as duas últimas demonstraram desde muito cedo, seu desejo de serem educadoras quando em suas brincadeiras de faz de conta, já ministravam aulas para suas bonecas. Posteriormente formaram-se professoras pela antiga Escola Normal e iniciaram no mundo do trabalho oferecendo aulas particulares para as crianças e adolescentes do bairro em uma salinha improvisada no fundo do quintal. Além de excelentes educadoras, demonstravam muita habilidade para os trabalhos manuais que envolviam pintura, desenho, artesanato, costura e decoração de forma geral.

Próximas em idade e com projetos compartilhados, Germana e Helena foram as principais idealizadoras da Escola.  Elas tinham mais que idéias em mente, tinham a determinação, o brilho no olhar e um encantamento envolvente com a prática da educação.  Convictas do que queriam, foram em busca de seu sonho: montar uma escola. E aqui começa a primeira fase desta história.    

Como fruto de uma vida de trabalho, Sr. Hugo e Dona Augusta, com a ajuda dos primeiros filhos, já crescidos, construíram nas laterais e ao fundo da casa onde moravam casas para os filhos recém-casados que mais tarde vieram a ser postas a aluguel.  Germana e Helena passaram a insistir com o Pai para transformar essas casas em uma pequena Escola.  Não foi fácil no começo, mas depois de muita insistência e percebendo que as filhas estavam certas do que queriam, Sr. Hugo resolveu apostar na proposta e autorizou a iniciativa. Tudo começou com muita simplicidade, com poucas adaptações. O que antes eram quartos, sala de visitas, cozinha, garagem, foram se tornando salas de aula, secretaria, cantina, pátio, parquinho e tudo mais o que era necessário para receber bem as crianças.

Foi um período de muito entusiasmo para toda a família e amigos mais próximos que passaram a contribuir com os trabalhos necessários para o bom funcionamento da Escola.    Irmãos e irmãs se engajaram nas múltiplas tarefas que iam desde a limpeza e manutenção à administração e coordenação.  Outras atividades relacionadas com a Escola como a cantina e a confecção das fardas também ficaram a cargo de membros da família.  Afinal, em uma família numerosa e talentosa, não falta trabalho.   

As primeiras professoras e funcionárias que não faziam parte do núcleo familiar eram, normalmente, amigas pessoais de Germana e Helena, o que contribuía para gerar um ambiente de descontração na equipe, que, muitas vezes, extrapolava o horário formal de trabalho e se estendia pela noite na preparação do ambiente escolar a cada início de semestre letivo e nas datas comemorativas.

Foi assim que, em 28 de fevereiro de 1987 foi inaugurada a “Escolinha Pingo de Gente”.  Como não podia deixar de ser, buscou-se um slogan que expressasse o universo infantil que ela se propunha a atender.   O slogan: “Veja o mundo com olhos de criança” caiu como uma luva e se tornou a aura da Escola. 

A cada ano aumentava a procura por vagas, o que implicava em reformas constantes, sempre sob o controle do Sr. Hugo, que não abria mão do trabalho dos filhos, e assim mantinha a família unida. O espaço físico crescia e se tornava cada vez mais aconchegante, como também o número de crianças matriculadas e a projeção da Escola como uma referência no bairro.

Há que se destacar, deste período, a intensa participação das famílias das crianças que foram se tornando parceiras da Escola, tanto no acompanhamento do desenvolvimento educacional dos filhos, quanto no planejamento e execução das festividades que sempre atraiam muitas pessoas e ganhavam elogios pelo capricho da decoração e organização.

Outra referência importante foi a utilização do método de fonação condicionada e repetida: “ A casinha Feliz”.Método de alfabetização amplamente utilizado pela Escola e que marcou o coração de muitas crianças,agora jovens e adultos que foram alfabetizados com muita alegria. O método aliado a imensa dedicação da carinhosa Tia Helena, alfabetizadora competente, elevou o nome da Escolinha, e é até hoje lembrado por quem teve o privilégio de conhecê-lo. O tempo passou e com o avanço das pesquisas em Educação e o crescente desenvolvimento das novas tendências pedagógicas, o método supracitado deu lugar a uma abordagem educacional baseada na teoria Sócio-Interacionista, que atualmente é referência no processo educativo do Colégio.

Nos seus cinco primeiros anos, a Escola dedicou-se exclusivamente à educação infantil.   Com o aumento da procura por novas vagas e o desejo das crianças egressas da alfabetização em permanecerem na escola e a pedido dos pais, foi-se investindo na ampliação da estrutura física e iniciaram-se os trabalhos para a implantação das séries subseqüentes e conseqüente autorização e reconhecimento pelos órgãos competentes. Sendo assim no ano de 1993 a Escolinha Pingo de Gente foi devidamente reconhecida com o parecer n° 225/03
A Escola foi crescendo e logo tomou conta da maioria dos espaços da casa da família.   Em 1997 não se sabia mais o que era casa e o que era Escola e a mudança do local de residência da família foi inevitável.   Hoje são poucos os traços da antiga estrutura que deu origem à Escola.    

Iniciou-se a fase de maturidade, agora com processo seletivo para escolha de professoras e funcionários, o aperfeiçoamento profissional das professoras mais antigas, a conclusão da formação universitária das idealizadoras da Escola e o início de uma participação mais ativa dos irmãos caçula da família: Mônica, cuja história de vida se confunde com a história da própria Escola.  Desde muito jovem, Mônica esteve ligada as atividades pedagógicas e artísticas e assim como a Escola crescia, ela crescia junto, ampliando as suas responsabilidades e vindo a se tornar uma das principais referências da instituição. E Augusto, cujas funções desempenhadas como secretário escolar representavam muito mais do que de fato esta profissão exigia. Com sua competência e sensibilidade, dedicou-se integralmente ao trabalho e deixou sua marca, presenteando a todos com uma poesia que mais tarde tornou - se o hino, e também com a nova marca e novo slogan.

Os “Pingos de Gentes” que chegavam à escola, alguns ainda sem ter completado o terceiro ano de vida, haviam crescido.  Como “Doutores do ABC” ingressavam agora em outra etapa de suas vidas.  O nome “Escolinha Pingo de Gente” que foi a marca que refletiu durante os anos iniciais a necessidade de “ver o mundo com olhos de criança”, foi alterado no ano de 1999 /2000 para “Colégio Angelus” assumindo o slogan: “Valorizando o seu jeito de crescer”.   O novo nome e o slogan expressavam agora uma nova fase da Escola e é uma referência que se preserva até os dias atuais.

A implantação do ensino fundamental I em 1992 e do ensino fundamental II em 1997 trouxeram novos desafios e também uma nova identidade institucional.   O aumento do número de instituições de ensino no bairro passou a exigir um diferencial que garantisse a qualidade do ensino através da adoção de metodologias de ensino-aprendizagem adequadas aos novos tempos e um projeto político pedagógico renovado que somassem à formação escolar básica, valores como solidariedade, alteridade e respeito à diversidade, a si mesmo e ao planeta.   Uma das preocupações mais constantes tem sido com a formação ética de seus estudantes, sem descuidar dos conteúdos necessários para os desafios formais da vida.

A implantação do Ensino Médio no ano de 2004 foi uma das conquistas mais recentes.  Nessa fase a Escola já podia se orgulhar de ter no seu quadro como professores e funcionários ex-alunos e alunas que trouxeram à instituição, agora como profissionais, a competência e sensibilidade que começaram a ser construídas nos primeiros anos de suas vidas que foram marcados pela instituição onde agora podem por em prática o que aprenderam. 

Ao final do ano de 2006 toda a comunidade escolar e principalmente a família Tavares sofria uma dolorosa perda. O dia 29 de Novembro ficou para sempre marcado, pois falecia o Patrono do Colégio, Hugo da Costa Tavares, aos 80 anos, dos quais 20 foram dedicados ao crescimento do Colégio, patrimônio familiar que sempre lhe encheu de orgulho.

Pouco tempo depois, o Colégio passou por uma grande mudança em sua estrutura física, deixando o ambiente escolar mais amplo e completamente diferente da estrutura inicial, visando acima de tudo, promover um atendimento de melhor qualidade aos alunos, motivo maior de sua existência. 

Assim se passaram 30 anos de vida dedicada à Educação e o Colégio Angelus continua educando crianças, adolescentes e jovens numa perspectiva de valorização do humano e compromisso com a competência necessária para a transformação da sociedade. Valorizando assim o jeito de cada um crescer.

Da educação infantil, chegamos em 2012 vitoriosos, pois pudemos constatar que o nosso objetivo inicial de contribuir para a formação de cidadãos conscientes e competentes foi alcançado. Os altos índices de alunos de nossa Escola que foram aprovados no vestibular, ingressaram na vida acadêmica e no mercado de trabalho, nos deixa repletos de orgulho e alegria.   

Ao longo desse tempo, não só ensinamos, mas aprendemos juntos com alunos, pais, familiares, funcionários, professores, professoras e colaboradores.  Aprendemos com os nossos “Pingos de Gente” a ver o mundo com os olhos de criança para assim manter acessa a chama da esperança em um mundo mais justo por acreditar que o ser humano pode tornar-se melhor através da educação.  Fomos crescendo e descobrindo que, apesar das adversidades e talvez, por causa delas, precisamos resgatar o que há de Angelus em nós, valorizando o jeito de cada um crer-ser, renovando a cada novo desafio a convicção de que nada há de mais valioso do que a educação.

Muitos dos filhos marcaram a trajetória da Escola e com certeza foram marcados por ela.   

O Sr. Hugo, o nosso vovô Hugo, patrono da escola, acreditou no sonho de suas filhas, o honrou e aprimorou com o seu trabalho. Hoje ele não está mais entre nós, mas temos a convicção que acompanha e protege os nossos passos.

A grande matriarca Dona Augusta, carinhosamente chamada de “Vovó Augusta” tem sido a força que agrega a família e mantém viva o espírito de união entre nós.

Liduína, que muito contribuiu no início da Escola e esteve presente em momentos importantes da mesma, seguiu a sua trajetória de educadora na rede pública, mas sempre disposta a ajudar com o otimismo e simpatia que lhe são característicos

Germana, a eterna Diretora, formou-se em Pedagogia, coordena projetos educacionais numa universidade pública, especializou-se em administração escolar, trabalha em instituição de ensino municipal e administra o Colégio Angelus. 

Helena, a grande artista da Escola, principal responsável pela decoração dos eventos e do ambiente escolar, excelente alfabetizadora, concluiu o curso de formação de professores e coordena a educação infantil do Colégio Angelus.Foi a criadora da primeira marca da escolinha Pingo de Gente.

Mônica, outra grande artista que, sempre em parceria com Helena, destaca-se na decoração do ambiente escolar e organização dos eventos, graduanda em Pedagogia, também tem assumido papel de destaque na coordenação pedagógica voltada para humanização e integralidade do processo ensino-aprendizagem.  Hoje atua em quase todas as áreas da escola e é uma das suas principais referências.

Wilma, responsável pela confecção dos fardamentos, sempre esteve ligada ao crescimento da Escola, não simplesmente como excelente costureira que é, mas apoiando e participando dos eventos.

Augusto, educador e secretário escolar, foi um dos responsáveis pela autorização e reconhecimento da Escola.  Atuou de forma abrangente em quase todos os setores, contribuindo no processo de mudança do nome, criação do Hino, do slogan e da nova marca.  Hoje está afastado e se tornou professor Universitário.

Ricardo, um dos sócio-fundadores foi uma força ativa na escola no seu início e primeiros anos de funcionamento, retirando-se para se dedicar às atividades acadêmicas, de pesquisa e docência na Universidade.

Geovani, advogado, sempre prestou assessoria jurídica à Escola quando necessário, tendo contribuído em muitos momentos importantes.  Também atua como pesquisador e professor universitário.

Hugo Filho, com suas habilidades como eletricista, encanador e pintor foi responsável por diversas obras, ao lado do pai, durante os primeiros anos da Escola.

Rogério, sempre muito querido pelas crianças, além de cuidar, durante alguns anos, da cantina, esteve sempre pronto a ajudar em tudo que fosse necessário e estivesse ao seu alcance.

Regina, foi uma força ativa na escola no seu início e primeiros anos de funcionamento, atuando com professora.
Outros detalhes do nosso histórico vivem na memória de todos que participaram do nosso nascimento e crescimento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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